Miss Potter, 2006

“Há algo de delicioso quando escrevemos as primeiras palavras de uma história, nunca sabemos a onde elas nos levarão, as minhas me trouxeram aqui.”
– Beatrix Potter

beatrixHelen Beatrix Potter (1866-1943) foi uma mulher a frente de seu tempo. Nascida em Londres foi uma Artista, independente, curiosa e até mesmo excêntrica. É considerada a autora dos livros infantis mais vendidos do mundo. Entre suas obras, a mais conhecida fica por conta de ‘A História do Pedro Coelho‘ um relato das aventuras de Peter Rabbit, na horta do seu Gregório.
Uma menina tímida e solitária não poderia ter virado outra coisa se não escritora. Acostumada a companhia de seus animais de estimação tomou gosto por desenha-los aos nove anos de idade.

Não vou me estender muito com a biografia dela se não acabo revelando fatos importantes do filme.

O drama, dirigido por Chris Noonan, conta com a doce Renée Zellweger no papel principal.

É surpreendente conhecer a história por trás da história em certos momentos. Descobrir que uma escritora/artista, à qual você sempre admirou, foi muito além de meras ilustrações infantis, em uma época onde a mulher “valorizada” era a que passava dias e noites servindo ao marido e a família. Entender como e porque cada um daqueles personagens foram criados, quanto tempo levou para que seu trabalho fosse aceito por alguma editora e ter tudo isso acompanhado de detalhes tão doces que fazem parecer que acabamos de abrir uma caixinha de música em uma varanda vitoriana, de frente pra um lago ao pôr do sol.

miss-potterSão essas as sensações que o filme te passa! A principio vemos uma solteirona de 32 anos, muito bem resolvida, que ainda vive com os pais. Dona de uma personalidade desafiadora para época, Beatrix cria seu próprio mundinho, onde só vivem ela, seus desenhos e quem ela deixa entrar. Ao contrário da maioria dos escritores da época, Beatriz vivia bem, era da alta sociedade e muito bem educada. Seu pai era o maior incentivador de sua arte, já sua mãe não via a hora de lhe arranjar um marido.

O filme passa como uma pluma tocando seu rosto, é tão delicioso que você quer ficar ali para sempre, até que, de repente, cai uma gota de chuva do céu, e a tempestade que ninguém previu assola seu coração. Metáforas a parte, nem nos contos de Fadas tudo é 100% perfeito, o tempo todo, faz parte um pouco de tristeza na vida. Mas torce essa roupa molhada menina, assim como ela fez para superar as pedras que surgiram pelo caminho.
De uma fotografia impecável, cenários e figurinos mais ainda, só consigo pensar em como a vida ali, naqueles campos, deve ter sido magnífica.

Espero que assistam, gostem e depois me contem!

Um beijo!

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PS: Lembram-se da versão em desenho, também? Impossível se esquecer desta abertura. Meus primeiros indícios de amor por esse universo deve ter começado aos 4 anos ❤

*Para saber mais sobre a escritora, na adolescência ela começou a escrever um diário secreto, em código. Quinze anos após a sua morte, o código pôde ser decifrado e foi publicado em inglês, sob o título de “Beatrix Potter: A Journal”

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De onde os Gregos tiraram seus mitos? – Parte II

zeusA civilização minoica floresceu até quase 1.400 a.C., quando meio que desapareceu da história, talvez devido a uma erupção vulcânica devastadora que ocorreu em suas proximidades, ou por causa dos novos invasores que surgiram, os chamados micênicos. Esses guerreiros arianos, ou indo-europeus, haviam começado a dominar o território grego quinhentos anos antes e, presume-se, eram originários da cordilheira do Cáucaso (entre os mares Negro e Cáspio). Os micênicos eram uma raça guerreira que acabou com os povos na Grécia continental – cujas origens são igualmente misteriosas – e que, quando lá chegou, mesclou suas próprias histórias e crenças com as dos povos que conquistaram, inclusive os Minoicos de Creta. Esse é o chamado Período Micênico, em homenagem a Micenas, uma das cidades mais importantes da época – que foi escavada pela primeira vez por Heinrich Schliemann, o descobridor de Troia, no final do século XIX. O Período Micênico durou de 1.600 a quase 1.110 a.C. e acreditava-se que nele tenham ocorrido os eventos e existido os reinos descritos por Homero na Ilíada. É provável que os “Micênicos” se autodenominassem “aqueus”, termo usado por Homero para identificar os homens que atacaram Ílion – ou Troia. A maioria dos estudiosos da área considera que a destruição de Troia ocorreu em torno de 1.230 a.C., mas nunca se chegou a um consenso quanto a esse fato – alguns alegam que tenha sido mais tarde, por volta de 1.180 a.C.

Uma ideia mais aceita é a de que os Micênios, que amavam as guerras e já faziam uso de carros de combate, foram responsáveis pelo que os homens de negócios de hoje chamariam de “tomada hostil”. Quando chegaram dominando a Grécia continental, aparentemente trouxeram consigo seus próprios deuses, bastante antigos, como o pai do céu, Zeus; a mãe da terra, Deméter; e Héstia, a deusa virgem do lar. Os camponeses locais que foram subjugados deviam cultuar uma outra antiga mãe da terra, que veio a se tornar Hera. E o próprio casamento tempestuoso de Zeus, o deus do céu e dos conquistadores, e Hera, a deusa da fertilidade dos conquistados, talvez simbolize a união dessas duas mitologias. Outro indício de que muitos dos mitos e lendas gregas tenham se originado, da forma como os conhecemos, no Período Micênico, é o fato de que, nesse período, o poder se concentrava nas cidades que mais aparecem na mitologia grega, Micenas, Tirinto e Tebas.

Micenas e quase todos os outros povoados da Grécia continental foram destruídos logo após 1.200 a.C., dando lugar a idade das trevas, o terceiro período mais importante da história grega, que durou até cerca de 800 a.C. Os historiadores não sabem explicar o porque de a Grécia Micênica ter entrado em colapso. Talvez as mudanças climáticas tenham causado a fome. Há suspeitas, também, de que a causa tenha sido a invasão de outros grupos, os chamados dórios, originários do norte da Grécia, que haviam migrado para o sul e forçado muitos micênicos a fugirem para a Ásia Menor. Uma das razões por que o período é denominado Idade das Trevas foi o desaparecimento da escrita grega (que usava a forma Lineas B, adaptada dos minoicos) no período, que só voltou a ser empregada após 800 a.C.

Foi mais ou menos nessa época que algum desconhecido, que tivera contato com a escrita fenícia, inventou o alfabeto grego. O alfabeto fenício continha símbolos para as consoantes apenas; algum anônimo grego, muito esperto, incluiu indicações para os sons das vogais. Pela primeira vez – concordam os especialistas – a escrita conseguiu se aproximar do som da voz humana (e essa é a base da escrita que você está lendo agora). Devido a esse avanço, presume-se que os dois grandes épicos, a Ilíada e a Odisseia, tenham sido escritos após 800 a.C., bem como as obras de um poeta grego chamado Hesíoso, que catalogou a história e as conquistas dos deuses.

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Lendas | The Fairy Flag – Escócia

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1500 anos de história, misturados com uma pitada generosa de pó de pir-lim-pim-pim, tudo isso tecido em um pedaço de seda antigo … Nas margens de um lago, na Ilha de Skye, fica o Castelo de Dunvegan.  Herança do Clã MacLeod. Este é o mais antigo castelo ainda habitado da Grã-Bretanha. Sobre a rocha, onde existem lontras que, por vezes, podem ser vistas se  jogando em águas rasas ou sobre a praia, coberta de cascalho, mantendo o olhar atento sobre seus filhotes recém nascidos. Corajoso e imponente, o castelo foi construído para impressionar – então o que o diferencia de muitas outras fortalezas imponentes da Escócia ? – Entre , suba as escadas do corredor escuro cheio de quadros , e vá para a sala de visitas. A resposta está pendurada na parede…

 The Fairy Flag, primeiras impressões

fairy_flag_2A primeira vista a ‘bandeira das Fadas‘ parece um mapa em decomposição, a partir do qual todos os nomes e lugares foram apagados. Mas olhe de novo e você verá que ele é, realmente, um pedaço de tecido todo esfarrapado e amarelado com a idade, cuidadosamente remendado por gerações de mãos invisíveis; e você também vai ver que pequenos pedaços dele foram recortados para serem guardados como lembranças ao longo dos séculos, o que lhe rendeu um aspecto tão irregular quanto a costa no qual se encontra o castelo.

Mas, por que isso é chamado de ‘Bandeira das Fadas’ ? E de onde isso veio?

Há tantas lendas ligadas a esta pequena relíquia preciosa que é difícil saber qual escolher. Esta é, talvez, a mais mágica de todas elas…

“Iain Ciar, o quarto chefe do clã MacLeod, era famoso por sua boa aparência; muitas meninas tentaram capturar seu coração, mas nenhuma delas conseguiu. Até que um dia, enquanto caçava, ele se deparou com uma linda princesa das fadas e eles imediatamente se apaixonaram. A princesa implorou ao pai permissão para casar com o bonito lorde, mas ele recusou. As Fadas, explicou ele, eram imortais, enquanto os seres humanos deviam envelhecer e morrer. A princesa ficou de coração partido, e seu pai acabou cedendo – com a condição de que ela ficasse com o Lorde MacLeod por apenas um ano e um dia. Quando seu tempo acabasse, ela deveria retornar para casa. O casal se casou e a princesa fada deu à luz à um menino. Eles estavam profundamente apaixonados, e o temido dia da despedida acabou chegando cedo demais. Com o rei das fadas esperando no final da calçada do Castelo de Dunvegan, a princesa se despediu, tristemente, do marido mas, antes de partir, ela deu-lhe uma bandeira de seda e lhe disse que ele poderia usá-la três vezes quando os MacLeods estivessem em extrema necessidade e eles voltariam a prosperar.”

Em outra versão da história, a princesa das fadas é forçada a deixar o Lorde, mas durante uma festa no castelo ela reaparece ao lado do leito de seu filho, cantando uma bela canção de ninar e envolvendo-o em um cobertor cintilante de ouro. Quando ela é vista pela enfermeira da criança, ela desaparece, deixando para trás o pano precioso. Incrivelmente, a ‘canção de ninar das fadas’ tem sido passada e cantada em gaélico por gerações de MacLeods, dentro dos últimos 100 anos.

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Como é lindo! Então, o que a história nos diz sobre a ‘bandeira das Fadas’ ?

Em 1922, especialistas dataram o tecido sendo de algum período entre os séculos IV e VII d.C.; houve especulações de que ele pode ter sido cortado do roupão de um santo cristão, talvez. Acredita-se que a bandeira tenha chegado às mãos dos MacLeods através de Harald Hardrada, um rei nórdico do século XI que havia trazido o tecido, do oriente médio, de volta com ele. Harald acreditava que o tecido ou bandeira, como preferirem, o deixou invencível durante a guerra.
Quanto às propriedades mágicas da bandeira, aparentemente surgiram após o exercito rival, em 1580, garantir a vitória, inesperada, para dos MacLeods; também acredita-se ter curado um rebanho de gados doentes, salvando assim muitas famílias locais da fome.
Diz-se que na década de 1940 Dame Flora MacLeod, do 28º guarda, ofereceu-se para hastear a bandeira nas colinas de Dover e pôr fim à Segunda Guerra Mundial, mas o gesto acabou não sendo posto em prática. Não são permitidas fotografias da ‘Bandeira das Fadas’. Para vê-la em pessoa, você precisa ir até a Ilha de Skye…

O que acharam? Eu sempre me encanto com o mistério que ronda os séculos passados. Graças a falta da tecnologia, tudo era muito mais romântico e instigante. Se não fossem as histórias e lendas, que diversão teriam? …. ❤

‘Mermaid’, por Nika Kurnosova

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Trombei com esta foto no Pinterest e, para a minha sorte, a legenda estava completa. Se tratava do editorial ‘Mermaid’ (ou ‘Rusalka in russian’), com a modelo Olga Moskvina, clicado pela fotógrafa Nika Kurnosova. Tão maravilhoso, solitário e dramático como eu sempre espero que o universo das Sereias seja retratado.

O ensaio ficou incrível mas, meu favorito ainda continua sendo o do fotógrafo Tim Walker ‘Far far from land’

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De onde os Gregos tiraram seus mitos? – Parte I

afroDuas das deusas mais famosas da Grécia estrearam nos palcos míticos como adultas feitas e perfeitas – uma aparece, em geral, nua, e a outra em armadura. Afrodite – aquela da meia concha, sabe? – é a deusa do amor que, em uma das pinturas mais famosas sobre seu nascimento, emerge do mar como uma adulta completa, ao natural, mas com longos cachos em lugares estratégicos. Atena, a deusa da guerra e da sabedoria, nasce em traje de batalha completo, e emerge da cabeça de seu pai, Zeus, quando ele é atingido na cabeça por outro deus, com um machado.

As pessoas parecem pensar o mesmo sobre os mitos Gregos – que, de alguma forma, eles já nasceram prontos, na forma que os conhecemos hoje, elaborados pelo gênio de algum poeta ou filósofo anônimo. Mas os mitos da antiguidade, como provam as histórias do Egito e da Mesopotâmia, não são tão simples. Com o passar dos séculos, os mitos são criados, recitados, e depois começam a viajar. Enquanto rodam o mundo, são emprestados, remodelados e recontados – em muitos casos para se adequarem às necessidades locais. Como um vinho antigo em uma garrafa nova ou um reality show que se origina na Inglaterra e é reproduzido pelas redes de televisão norte americanas, os mitos da antiguidade as vezes ressurgiam com novos nomes e contornos. Não foi diferente na Grécia, onde as origens dos mitos – e das religiões que eles geraram – ajudam a compreender, de maneira fascinante, a história desse povo.

Descobertas recentes dos mundos da arqueologia e da literatura comprovaram que a mitologia Grega nasceu de uma mistura de histórias locais com todo tipo de fragmentos de histórias de civilizações do Oriente Próximo, como a egípcia, a mesopotâmica e a fenícia – de quem os Gregos também adotaram o sistema de escrita, que tempos depois se transformaria no alfabeto Grego. Tendo sido forçados pela geografia a se voltarem para o mar, os gregos, desde sempre, dominaram o comércio e as viagens. Conforme se aventuravam pelos portos da escala do mediterrâneo, entravam em contato com as civilizações vizinhas. No fim das contas, levaram para casa não apenas suvenires, mas também um pouco dessas culturas e religiões estrangeiras. As áreas que compreendiam Grécia, então, eram ao norte, a região montanhosa e rochosa que se projetavam nos mares mediterrâneo, Egeu e Jônico; uma península ao sul chamada de Peloponeso; as muitas ilhas salpicadas pelos mares ao redor; e a coisa oeste da Ásia Menor (atual Turquia).

Essas “influências estrangeiras” chegaram em uma Grécia que já era um caldeirão de fontes mitológicas. A partir de 2.000 a.C, ondas de invasores varreram a Grécia e trouxeram consigo as histórias de seus próprios deuses , que foram misturadas com as histórias locais. Essas invasões sangrentas começaram muito antes da breve Era de Ouro da Grécia, que muitos estudantes equiparam falsamente a toda história do país. A história grega, na verdade, se estende por um período de tempo muito maior, e sua civilização e mitologia podem ser divididos em cinco períodos diferentes.

wrAo que tudo indica, a primeira civilização a prosperar na região que passaria a ser tida como a Grécia não era formada por gregos, mas sim por minoicos, povo com cultura sofisticada e extraordinária. Fixada na ilha de Creta, no Mediterrâneo, a civilização minoica deve ter surgido em torno de 3.000 a.C. – Período próximo ao surgimento das civilizações da Mesopotâmia e do Egito – e, de forma repentina e misteriosa, desapareceu por volta de 1.400 a.C. No início do século XX, a abandonada capital da primeira civilização de Creta foi descoberta pelo arqueólogo inglês Sir Arthur Evans, em um dos achados mais surpreendentes da história. Em Cnossos (ou Cnossus), Evans encontrou vestígios de um palácio enorme, luxuoso e elegante, cujas passagens eram pavimentadas com ladrilhos. O palácio continha banheiras de cerâmica e serviço  de canalização de esgoto. Suas paredes eram decoradas com afrescos coloridíssimos, que retratavam homens e mulheres jovens, belos e nus, fazendo acrobacias com touros, em uma espécie de “rodeio” da antiguidade, numa clara referência a um culto de touros elaborado, um vestígio de suas origens na Ásia Menor. O palácio talvez tenha sido, ainda, a fonte de um dos mitos gregos mais importantes, a história do Minotauro, uma criatura metade homem, metade touro, que exigia que lhe fossem feitos sacrifícios humanos.

Apesar de a escrita Linear A, dos minoicos, ainda não ter sido decifrada, sabemos que devia ser mais usada para fazer a contabilidade e os registros comerciais – como foi, no princípio, a escrita cuneiforme da Mesopotâmia. Os minoicos foram um dos primeiros povos a realizar o comércio marítimo e suas embarcações iam até o Egito, para negociarem na terra dos faraós. É muito provável que os minoicos adorassem um deus do mar, que foi, mais tarde, chamado de Poseidon pelos gregos, e uma deusa da terra, que foi transformada pelos gregos na deusa Rea. […]

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Sereias

vvA Sereia é um ser mitológico, metade mulher e a outra peixe, ou pássaro de acordo com vários poetas e escritores antigos. Famosas por sua beleza, personalidade e, claro, seu canto doce e encantador utilizado para atrair marinheiros solitários em alto mar e leva-los a morte.

O pouco que se procura sobre sereias na história antiga já é conclusivo que, realmente, povos de outras culturas relatavam seres humano-peixes que viviam em diversas áreas diferentes do mar.

As excursões de Pedro Alvares Cabral são um exemplo mais válido, por ser de uma época mais recente, porém sem tecnologia o suficiente para falsificar dados, onde foram feitos alguns desenhos e relatos sobre o assunto.

Além de tudo isso o oceano é o lugar mais misterioso da terra. Há lugares completamente inexplorados, seja por falta de equipamentos para se chegar lá ou por falta de mapeamento.

Pessoas, ainda nos dias de hoje, juram ter visto ou ouvido sereias. Algumas ainda possuem gravações de áudio e vídeo – sendo muitas delas falsas, é claro  – para comprovar o encontro. Se sereias existem? Não sabemos… Mas vamos voltar ao que interessa…

O mito das Sereias surgiu na idade média – sim, as sereias já existiam na Grécia mas, como dito anteriormente, os Gregos as descreviam como metade pássaro e aqui estamos falando da metade peixe – a transformação pode estar relacionada ao desenvolvimento da navegação (devido, entre outras coisas, à invenção do leme) que permitiu aos navios viajar pelo alto mar, onde se supõe que as novas sereias vivam, fora da vista das rochas costeiras onde as antigas sirenas supostamente ficavam.

sirenAlém do canto as sereias também se “divertiam” com os marinheiros criando armadilhas com questões e enigmas. Engana-se quem acredita que as sereias não possuíam poderes. Um de seus dons era o de controlar o tempo, provocando fortes tempestades em alto mar para fazer com que os navios se chocassem contra as rochas.

Na idade média e Moderna, as sereias foram vistas como criaturas naturais, como uma espécie de animal, não como seres sobrenaturais. Suas pinturas e ilustrações eram, frequentemente, utilizadas em decorações sacras, devido a relação que faziam das sereias com o pecado, provocado pelo encanto e pela sedução.

Supunha-se que as sereias, embora tivessem inteligência humana, não tinham alma. Podiam, entretanto, conseguir uma alma se aceitassem ser batizadas ou, segundo algumas versões, se elas se casassem com um humano.

“As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio.”
– Franz Kafka

Princesas & Alta Costura

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Aurora – A Bela Adormecida por Elie Saab

Sem querer descobri essa seção de fotos – linda demais, por falar nisso – onde as princesas vestem roupas feitas especialmente para elas por grandes nomes do mundo da moda, tais como: Versace, Valentino, Roberto Cavali, entre outros.
Achei a ideia diferente e saber que os estilistas usaram seu precioso tempo e criatividade para criar essas peças, prova o quanto os Contos de Fadas ainda são muito importantes na concepção artística de qualquer área, nos dias de hoje.

As roupas – em sua maioria, vestidos – claro, são todos de alta costura, criados por estilistas renomados, dos quais só vemos no tapete vermelho. O mais legal foi que eles não economizaram nas princesas, até a Pocahontas ganhou um modelito! Outro fato marcante é que cada estilista criou para uma determinada princesa então se torna algo divertido entender como seria o vestido da Cinderella, por exemplo, se tivesse sido feito por Versace.

Confira todos na galeria abaixo:

The Little Mermaid, por Kata Kiss

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Pouco se encontra sobre Kata Kiss na internet, o que consegui descobrir é que ela é ilustradora, artesã e apaixonada pelo Japão, amor que se refletem em seus trabalho. Um dos mais belos e mais espalhados pelo mundo foi esta série criada para o conto ‘A Pequena Sereia’.
O que mais me chamou a atenção na obra foi o tom sombrio e ao mesmo tempo doce das imagens. O que traduz, para mim, com perfeição o mistérios das Sereias.

Para conhecer mais sobre o trabalho dela: Behance | DeviantArt | Tumblr

Contos Clássicos: Rapunzel

contos-fadas-abertura1-315x175-e1413506499962O conto que trago hoje é um dos meus preferidos, não apenas por se tratar de uma princesa indefesa, presa em uma torre que acaba sendo salva pelo príncipe, mas por ser o conto mais inusitado de todos os outros, ou não? Além de tudo ela tem com cabelo enoooorme e eu sempre quis um cabelo gigante quando criança rs Minha primeira Barbie princesa foi a Rapunzel, um dos meus filmes favoritos da Disney é Enrolados… Resumindo? Tirando Alice no País das Maravilhas, Rapunzel mora no meu coração 😀

Acreditam que todos conheçam o clássico dos irmãos Grimm mas, caso queira ler o conto antes de assistir ao vídeo, contamos a história aqui!

Aproveitem! 🙂