Lendas | The Fairy Flag – Escócia

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1500 anos de história, misturados com uma pitada generosa de pó de pir-lim-pim-pim, tudo isso tecido em um pedaço de seda antigo … Nas margens de um lago, na Ilha de Skye, fica o Castelo de Dunvegan.  Herança do Clã MacLeod. Este é o mais antigo castelo ainda habitado da Grã-Bretanha. Sobre a rocha, onde existem lontras que, por vezes, podem ser vistas se  jogando em águas rasas ou sobre a praia, coberta de cascalho, mantendo o olhar atento sobre seus filhotes recém nascidos. Corajoso e imponente, o castelo foi construído para impressionar – então o que o diferencia de muitas outras fortalezas imponentes da Escócia ? – Entre , suba as escadas do corredor escuro cheio de quadros , e vá para a sala de visitas. A resposta está pendurada na parede…

 The Fairy Flag, primeiras impressões

fairy_flag_2A primeira vista a ‘bandeira das Fadas‘ parece um mapa em decomposição, a partir do qual todos os nomes e lugares foram apagados. Mas olhe de novo e você verá que ele é, realmente, um pedaço de tecido todo esfarrapado e amarelado com a idade, cuidadosamente remendado por gerações de mãos invisíveis; e você também vai ver que pequenos pedaços dele foram recortados para serem guardados como lembranças ao longo dos séculos, o que lhe rendeu um aspecto tão irregular quanto a costa no qual se encontra o castelo.

Mas, por que isso é chamado de ‘Bandeira das Fadas’ ? E de onde isso veio?

Há tantas lendas ligadas a esta pequena relíquia preciosa que é difícil saber qual escolher. Esta é, talvez, a mais mágica de todas elas…

“Iain Ciar, o quarto chefe do clã MacLeod, era famoso por sua boa aparência; muitas meninas tentaram capturar seu coração, mas nenhuma delas conseguiu. Até que um dia, enquanto caçava, ele se deparou com uma linda princesa das fadas e eles imediatamente se apaixonaram. A princesa implorou ao pai permissão para casar com o bonito lorde, mas ele recusou. As Fadas, explicou ele, eram imortais, enquanto os seres humanos deviam envelhecer e morrer. A princesa ficou de coração partido, e seu pai acabou cedendo – com a condição de que ela ficasse com o Lorde MacLeod por apenas um ano e um dia. Quando seu tempo acabasse, ela deveria retornar para casa. O casal se casou e a princesa fada deu à luz à um menino. Eles estavam profundamente apaixonados, e o temido dia da despedida acabou chegando cedo demais. Com o rei das fadas esperando no final da calçada do Castelo de Dunvegan, a princesa se despediu, tristemente, do marido mas, antes de partir, ela deu-lhe uma bandeira de seda e lhe disse que ele poderia usá-la três vezes quando os MacLeods estivessem em extrema necessidade e eles voltariam a prosperar.”

Em outra versão da história, a princesa das fadas é forçada a deixar o Lorde, mas durante uma festa no castelo ela reaparece ao lado do leito de seu filho, cantando uma bela canção de ninar e envolvendo-o em um cobertor cintilante de ouro. Quando ela é vista pela enfermeira da criança, ela desaparece, deixando para trás o pano precioso. Incrivelmente, a ‘canção de ninar das fadas’ tem sido passada e cantada em gaélico por gerações de MacLeods, dentro dos últimos 100 anos.

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Como é lindo! Então, o que a história nos diz sobre a ‘bandeira das Fadas’ ?

Em 1922, especialistas dataram o tecido sendo de algum período entre os séculos IV e VII d.C.; houve especulações de que ele pode ter sido cortado do roupão de um santo cristão, talvez. Acredita-se que a bandeira tenha chegado às mãos dos MacLeods através de Harald Hardrada, um rei nórdico do século XI que havia trazido o tecido, do oriente médio, de volta com ele. Harald acreditava que o tecido ou bandeira, como preferirem, o deixou invencível durante a guerra.
Quanto às propriedades mágicas da bandeira, aparentemente surgiram após o exercito rival, em 1580, garantir a vitória, inesperada, para dos MacLeods; também acredita-se ter curado um rebanho de gados doentes, salvando assim muitas famílias locais da fome.
Diz-se que na década de 1940 Dame Flora MacLeod, do 28º guarda, ofereceu-se para hastear a bandeira nas colinas de Dover e pôr fim à Segunda Guerra Mundial, mas o gesto acabou não sendo posto em prática. Não são permitidas fotografias da ‘Bandeira das Fadas’. Para vê-la em pessoa, você precisa ir até a Ilha de Skye…

O que acharam? Eu sempre me encanto com o mistério que ronda os séculos passados. Graças a falta da tecnologia, tudo era muito mais romântico e instigante. Se não fossem as histórias e lendas, que diversão teriam? …. ❤

Fairyland, Pictures from the Elf World por Richard Doyle

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Fairyland, pictures from the elf world

Geralmente posto sobre os livros somente na página do blog, mas hoje resolvi fazer diferente e pretendo manter assim posteriormente, sempre que tiver algum livro interessante para mostrar. Neste post de inauguração trago este livro de um verde musgo nostálgico, cujas bordas das folhas são douradas bem como o belo título gravado, que diz ‘Fairyland, Pictures from the Elf World’ de Richard Doyle.

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Páginas com bordas douradas

Olhando o interior do livro a gente se encanta com as ilustrações ricas em detalhes, realismo e cores que acompanham os poemas de Allingham. Até então eu ainda não havia me atentado a importância do nome Richard Doyle para a ilustração na era Vitoriana.

Doyle começou a ter sucesso comercial com suas ilustrações em 1830, mas foi em 1840 que ele, realmente, fez seu nome como ilustrador de Contos de Fadas. Ele ilustrou uma série de livros de histórias durante as décadas de 1840 e 1850. Um de seus trabalhos mais conhecidos é ‘Ruskins – The King of The Golden River’ (1850). Doyle não ficou apenas com os livros, também trabalhou na revista ‘Punch’. Foi o responsável pela ilustração de capa da primeira edição da revista e também criou a arte do mastro, que permaneceu inalterada por mais de um século.

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Gravura da página de título

No que diz respeito a seu trabalho criativo, Doyle encontrou-se no lugar certo, na hora certa, e foi abençoado com uma aptidão para retratar visualmente fantasia e contos populares. Na época ele teve uma visão que lhe permitiu, talvez, enxergar as coisas como uma criança veria, o que foi inigualável. Sua obra-prima é, indubitavelmente, ‘Fairyland, Pictures from the Elf World’. No livro ele incluiu um poema de Willian Allingham, impresso por Edmund Evans e publicado pela Longman em tempo para o natal de 1869, (datado de 1870)

O livro tem 16 placas de cor e 36 ilustrações nas páginas de título e, aparentemente, Doyle teve livre arbítrio para criar. Isso mostra que as ilustrações são cheias de romantismo e condizentes com o poema de Allingham. Ele foi escolhido como um dos melhores exemplo de livros da Era Vitoriana.

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Um ensaio em Fairyland. Um duende musical ensinando jovens pássaros a cantar

Então sobre as Fadas – O que são Fadas e Duendes? Há muitas interpretações de Fadas e Elfos, mas o consenso geral de opinião é que eles são muito pequenos de corpos semelhantes ao de humanos e são criaturas aladas. Eles tem vidas extremamente longas e dizem que eles possuem poderes mágicos. Elfos são frequentemente citados como sendo criaturas cautelosas, Fadas, por outro lado são famosas por sua natureza perversa. As duas imagens, de Doyle, abaixo, parecem desmentir esses fatos. O pequeno Elfo vermelho, na tentativa de subir no ninho do pássaro, faz um olhar ligeiramente diabólico, enquanto o grupo, em repouso sob o tamborete, parece ser bem angelical.

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Elfos travessos e em repouso

Elfos são originais de histórias pagãs e aparecem em muitas das histórias da Mitologia Celta. Elfos são uma antiga raça de criaturas mágicas, com corpos magros, longos e orelhas pontudas. As Fadas, dizem ser suas descendentes. Os Elfos eram muito ligados a terra e a natureza e as Fadas acabaram assumindo seu papel nessa tradição. As Fadas vivem na natureza e são representações do ar, terra, água, fogo e espírito das árvores.

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Elfos Travessos em Fairyland

Novamente, na imagem a cima, o retrato dos Duendes de Doyle e Allingham é diferente da ideia original que foi proferida. Seus Elfos ainda são fiéis às representações físicas da criatura, eles são magros, ágeis, com as pontas das orelhas pontiagudas, mas eles são brincalhões e travessos também. Eles são retratados como se estar perto da natureza o fizesse se divertir com ela.  Uma relação de reciprocidade em que os animais de pequeno porte se divertem pregando peças nos próprios Elfos.

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Elfos em Fairyland

Algumas páginas do livro possuem uma coleção de imagens sobre eles. A imagem a cima mostra quatro pontos de vista muito pitoresco da vida “élfica” e no canto superior esquerdo da página temos o vislumbre de uma Fada.

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Gravuras elegantes

Muitas das apresentações são acompanhadas por curtas passagens, maravilhosas, que descrevem as imagens coloridas. Muitas vezes essas passagens são digitadas como uma carta com o corpo do texto correndo, ligeiramente, ao redor de cada gravura. Cada imagem engloba tanta imaginação e detalhe que algo novo pode ser visto pelo leitor a cada viagem através do livro.

Então como podemos ver essas criaturas em torno de nós? Diz-se que os mortais não podem, muitas vezes, ver as Fadas por causa da divisão dos mundos, mas, de vez em quando, podemos obter um vislumbre deles, que dizem acontecer, muitas vezes, durante o crepúsculo, quando o véu dos mundos, brevemente, se separa. Você poderia tentar escolher um trevo de quatro folhas e deitar-se calmamente sobre a grama enquanto procura com atenção. Ou tentar encontrar uma pedra com um buraco natural, basta olhar através do buraco e você os verá. Mesmo que alguns acreditem, fielmente, que ainda se pode ver as Fadas hoje, esses relatos diminuíram muito do século XVIII pra cá. Uma vez firmemente arraigados na mente dos homens, hoje as Fadas podem estar em declínio. O fato de que as pessoas podem vê-los cada vez menos, faz com que alguns argumentos sobre o desaparecimento das Fadas se fortaleçam.

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Crepúsculo… Quando o véu dos dois mundos se separam!

Se isso tudo for para ser levado como verdade, então pode ser porque as pessoas deixaram de acreditar neles. Nós, como adultos, esquecemos de como usar nossa imaginação de tão variadas formas e podemos ter esquecido de viver nossa ingenuidade infantil. Acho válido dizer que tanto Richard Doyle quanto Willian Allingham tinham uma imaginação abundante e ainda mantinham essa ingenuidade infantil. Talvez eles realmente viram esse mundo das Fadas por um tempo mas isso nós nunca saberemos.

Os Seres Fantásticos de Forest Rogers

Forest Rogers estudou design na Carnegie-Mellon University em Pittsburgh, PA. E hoje é conhecida graças as suas criaturas marinhas magníficas esculpidas a mão!

Não há muito o que comentar sobre a arte dela pois a beleza e perfeição transborda pelos olhos, além da criatividade e imaginação para criar esses seres fantásticos!

Para maiores informações sobre a artista e suas obras clique aqui ou curta sua página aqui!

Não dá vontade de ter todos expostos em um cômodo da casa? São belos demais, dá uma olhada na galeria abaixo ❤

 

Miniaturas – Fairy House

Bom diaaa! E tem série nova no blog \o/ ‘Miniaturas’ é onde vou mostrar pra vocês casinhas de fadas, duendes, gnomos e afins, em detalhes, feitas por artistas do mundo todo! Já falamos sobre algo semelhante aqui, lembra?

Pra estrear a série com chave de ouro resolvi começar, logo de cara, com uma Fairy House (casa das Fadas) encantadora.
O trabalho é de um artista chamado Stan que vive em Denver, Colorado nos Estados Unidos. Sua técnica na construção das casinhas é 100% artesanal e ele usa diversos materiais para dar formato às mesmas. Desde materiais comprados em lojas especializadas até cartelas de ovo recicladas!

Confiram que belezura ❤

3 lugares que mantêm a lenda das Fadas bem viva!

Existem lugares documentados como sendo ‘reino das fadas’ em todo o mundo. Existem histórias, especialmente no folclore e mitologia irlandesa que remontam isso a tempos, muito antes de lendas escritas. Baseando-me em um blog americano sobre viagens resolvi criar uma lista com lugares onde entitulam sendo ‘O reino das fadas’. Hoje, levo vocês a Cumbria, uma região da Inglaterra repleta de lendas sobre fadas! Com seus mares salgados batendo nas pedras, bosques e florestas verdinhos, não poderia ser diferente.

Saltom Fairy Rock, Whiteaven, Reino Unido

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Este local é muito interessante desde que detém uma lenda local que quase se perdeu através dos anos. Localizado na pequena cidade de Whiteaven, na Costa Cumberland ao norte de Salton, agora, pouso visível devido a uma tempestade tremenda que ocorreu cerca de 140 anos atrás. As lendas sobre as fadas deste local eram tão mágicas e tão encantadoras que ele serviu como local turistico a, praticamente, todos os habitantes de Cumbria.

A lenda, documentada em 1910, conta a história de uma Rainha das Fadas, da tribo de Saltom, e seu casamento secreto com um homem mortal de uma aldeia vizinha. Para saber mais sobre a lenda leia As ‘Fadas de Cumbria’ de Alan Cleaver.

Essa tribo de fadas, que dizem ter sido vista por muitos, encontrou a morte graças a desobediencia do seu marido mortal da rainha, o que resultou em uma forte tempestade. Diz-se que o choro melancólico de uma menina pode ser ouvido a distância em dias de tempestade na costa do mar de Whiteaven. (Contada por Mr. Joseph Rigor e recontada por Alan Cleaver)  Continuar lendo

Wonderland por Kirsty Mitchell

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Kirsty Mitchell é uma talentosa fotógrafa britânica de 38 anos que produziu ‘wonderland‘, um ensaio fotográfico inspirado nas histórias que sua mãe – professora e contadora de histórias – narrava!

Kirsty perdeu sua mãe em 2008 que lutava contra um tumor cerebral. Para manter sua memória sempre viva, a fotógrafa resolveu trazer para a realidade – através de suas fotos – o mundo narrado por ela.

Kirsty já trabalhou como designer senior para marcas como Alexander McQueen e Hussein Chalayan! Após a morte de sua mãe, dedicou-se inteiramente à confecção de fantasias e asas para a produção de ‘Wonderland’ que vocês terão o prazer de ver agora!

My aim was to portray time passing, an unsaid journey through four seasons, incorporating every colour in the rainbow.

Para conhecer mais sobre a artista e seus trabalhos é só acessar o site dela 😉

Ninfas

10361057_717490894960003_929727448483018319_nNinfa deriva do grego nimphe, que significa “noiva”, “velado”, “botão de rosa”, dentre muitos outros significados. As ninfas são espíritos, geralmente alados, habitantes dos lagos e riachos, bosques, florestas, prados e montanhas.

São frequentemente associadas a deuses e deusas maiores, como a caçadora Ártemis, ao aspecto profético de Apolo, ao deus das árvores e da loucura Dionísio, ao aspecto pastoreador de Hermes.
Uma classe especial de ninfas, as Melíades, foram citadas por Homero como as mais ancestrais das ninfas. Enquanto as demais ninfas são normalmente filhas de Zeus, as Melíades descendem de Uranus.

Apesar de serem consideradas divindades menores, espíritos da natureza, as ninfas são divindades às quais todo o mundo Helenico prestava grande devoção e homenagem, e mesmo temor. Não podemos esquecer que,de acordo com a mitologia grega, Hérmia era a rainha das fadas e ninfas

Classificação:
Encontramos vários tipos ou classes de Ninfas conforme o seu habitat, ou as diferentes esferas naturais a que estão associadas.

Entre as mais populares, classificamos:

– Epigéias – Ninfas da terra:
– Alseídes – associadas a flores
– Auloníades – associadas a pastos
Dríades – associadas a florestas
Hamadríades – associadas a árvores
Leimáquides – associadas a campinas
Melíades – associdas ao freixo (uma árvore)
Oréades – associadas a montanhas

Nos próximos posts falarei mais detalhadamente sobre cada grupo de Ninfas 😉

As Fadas de Cottingley

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Elsie Wright

1917, Inglaterra, primeira guerra mundial. Duas primas inglesas: Elsie Wright, 16 anos, e Frances Griffiths, 10, juram terem visto fadas em seu jardim. Como se não bastasse, possuíam 5 fotografias provando o fato.

As fotos acabaram chegando às mãos de Sir Arthur Conan Doyle – sim, o criador de Sherlock Holmes – que, por sua vez, repassou-as à um especialista que acabou por concluir que se tratava de fotos realmente autênticas.
O ‘boom’ foi inevitável. Em tempos de guerra e sofrimento, onde famílias e amigos perdiam entes queridos nas batalhas, parecia fácil querer acreditar em algo tão mágico e inimaginável.

O interesse pela história foi reduzindo gradualmente a partir de 1921. Mas, ainda não havia sido provado se as tais criaturas eram realmente reais.

Apenas em 1980, as primas Elsie e Frances acabaram por assumir de que tudo não passou de uma farsa, “brincadeira de criança”. As fadas, na verdade, eram de papelão, recortadas a partir de um livro infantil famoso na época.

Sendo falsas ou não, a história deu o que falar e acho que, no fundo, foi uma forma que a população encontrou para fugir das tristezas da guerra e voltar a ter esperança!

Hoje, as fotografias estão expostas no National Media Museum, em Bradford.

Se interessou pelo caso? O filme ‘O Encanto das Fadas’ (1995) foi baseado na história das meninas. Além de ser um filme encantador e inspirador, é muito gostoso de assistir e dá para ter uma ideia bem legal de como o caso abalou o mundo em 1917.
VEJA ONLINE AQUI!

Pré-Rafaelitas

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Psyche Opening the Golden Box (1903) por John William Waterhouse

Um dos álbuns da nossa página no facebook é dedicado aos Pré-Rafaelitas. Mas, será que todo mundo conhece ou sabe quem eles foram? O álbum possuí uma descrição curtinha, pro pessoal não ficar muito away, mas nada como falar sobre eles aqui também, né?

Existem muitos Pré-Rafaelitas. Para quem ainda não sabe, eles são uma irmandade fundada na Inglaterra (1848) por Dante Gabriel RossettiWilliam Holman Hunt e John Everett Millais. O foco do grupo era a pintura e surgiram como uma reação contrária a arte acadêmica inglesa que seguia o molde dos artistas clássicos do Renascimento.
O nome Pré-Rafaelitas (Pre-Raphaelite em inglês) indica que a irmandade se inspirava de fato na arte anterior a Rafael – o qual era também, muito criticado pelos pré-rafaelitas.

Os Pré-Rafaelitas possuem duas vertentes: por um lado alguns destes artistas (Millais, Holman Hunt) vão dedicar-se aos temas e problemas da sociedade atual cada vez mais materialista, utilizando para isso uma representação realista; por outro lado outros artistas (Rossetti, Edward Burne-Jones) vão ligar-se mais a temas medievais inspirados em Dante, na sua obra ‘Divina Comédia’, em lendas como a do ‘Rei Artur’, cenas religiosas, carregando as suas composições de misticismo numa versão mais visionária. Esta segunda variante dominou o movimento.

Os Pré-Rafaelitas pintam cenas além da realidade visível. Trabalham com a alma e a espiritualidade. Há uma representação do ‘sonho’ em suas pinturas. Do mágico e irreal, algumas vezes. (que eu, claro, adoro! E acho que tem super a ver com contos de fadas)

Quer conhecer mais pintores Pré-Rafaelitas e suas obras? Então Clica Aqui!