Fairyland, Pictures from the Elf World por Richard Doyle

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Fairyland, pictures from the elf world

Geralmente posto sobre os livros somente na página do blog, mas hoje resolvi fazer diferente e pretendo manter assim posteriormente, sempre que tiver algum livro interessante para mostrar. Neste post de inauguração trago este livro de um verde musgo nostálgico, cujas bordas das folhas são douradas bem como o belo título gravado, que diz ‘Fairyland, Pictures from the Elf World’ de Richard Doyle.

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Páginas com bordas douradas

Olhando o interior do livro a gente se encanta com as ilustrações ricas em detalhes, realismo e cores que acompanham os poemas de Allingham. Até então eu ainda não havia me atentado a importância do nome Richard Doyle para a ilustração na era Vitoriana.

Doyle começou a ter sucesso comercial com suas ilustrações em 1830, mas foi em 1840 que ele, realmente, fez seu nome como ilustrador de Contos de Fadas. Ele ilustrou uma série de livros de histórias durante as décadas de 1840 e 1850. Um de seus trabalhos mais conhecidos é ‘Ruskins – The King of The Golden River’ (1850). Doyle não ficou apenas com os livros, também trabalhou na revista ‘Punch’. Foi o responsável pela ilustração de capa da primeira edição da revista e também criou a arte do mastro, que permaneceu inalterada por mais de um século.

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Gravura da página de título

No que diz respeito a seu trabalho criativo, Doyle encontrou-se no lugar certo, na hora certa, e foi abençoado com uma aptidão para retratar visualmente fantasia e contos populares. Na época ele teve uma visão que lhe permitiu, talvez, enxergar as coisas como uma criança veria, o que foi inigualável. Sua obra-prima é, indubitavelmente, ‘Fairyland, Pictures from the Elf World’. No livro ele incluiu um poema de Willian Allingham, impresso por Edmund Evans e publicado pela Longman em tempo para o natal de 1869, (datado de 1870)

O livro tem 16 placas de cor e 36 ilustrações nas páginas de título e, aparentemente, Doyle teve livre arbítrio para criar. Isso mostra que as ilustrações são cheias de romantismo e condizentes com o poema de Allingham. Ele foi escolhido como um dos melhores exemplo de livros da Era Vitoriana.

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Um ensaio em Fairyland. Um duende musical ensinando jovens pássaros a cantar

Então sobre as Fadas – O que são Fadas e Duendes? Há muitas interpretações de Fadas e Elfos, mas o consenso geral de opinião é que eles são muito pequenos de corpos semelhantes ao de humanos e são criaturas aladas. Eles tem vidas extremamente longas e dizem que eles possuem poderes mágicos. Elfos são frequentemente citados como sendo criaturas cautelosas, Fadas, por outro lado são famosas por sua natureza perversa. As duas imagens, de Doyle, abaixo, parecem desmentir esses fatos. O pequeno Elfo vermelho, na tentativa de subir no ninho do pássaro, faz um olhar ligeiramente diabólico, enquanto o grupo, em repouso sob o tamborete, parece ser bem angelical.

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Elfos travessos e em repouso

Elfos são originais de histórias pagãs e aparecem em muitas das histórias da Mitologia Celta. Elfos são uma antiga raça de criaturas mágicas, com corpos magros, longos e orelhas pontudas. As Fadas, dizem ser suas descendentes. Os Elfos eram muito ligados a terra e a natureza e as Fadas acabaram assumindo seu papel nessa tradição. As Fadas vivem na natureza e são representações do ar, terra, água, fogo e espírito das árvores.

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Elfos Travessos em Fairyland

Novamente, na imagem a cima, o retrato dos Duendes de Doyle e Allingham é diferente da ideia original que foi proferida. Seus Elfos ainda são fiéis às representações físicas da criatura, eles são magros, ágeis, com as pontas das orelhas pontiagudas, mas eles são brincalhões e travessos também. Eles são retratados como se estar perto da natureza o fizesse se divertir com ela.  Uma relação de reciprocidade em que os animais de pequeno porte se divertem pregando peças nos próprios Elfos.

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Elfos em Fairyland

Algumas páginas do livro possuem uma coleção de imagens sobre eles. A imagem a cima mostra quatro pontos de vista muito pitoresco da vida “élfica” e no canto superior esquerdo da página temos o vislumbre de uma Fada.

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Gravuras elegantes

Muitas das apresentações são acompanhadas por curtas passagens, maravilhosas, que descrevem as imagens coloridas. Muitas vezes essas passagens são digitadas como uma carta com o corpo do texto correndo, ligeiramente, ao redor de cada gravura. Cada imagem engloba tanta imaginação e detalhe que algo novo pode ser visto pelo leitor a cada viagem através do livro.

Então como podemos ver essas criaturas em torno de nós? Diz-se que os mortais não podem, muitas vezes, ver as Fadas por causa da divisão dos mundos, mas, de vez em quando, podemos obter um vislumbre deles, que dizem acontecer, muitas vezes, durante o crepúsculo, quando o véu dos mundos, brevemente, se separa. Você poderia tentar escolher um trevo de quatro folhas e deitar-se calmamente sobre a grama enquanto procura com atenção. Ou tentar encontrar uma pedra com um buraco natural, basta olhar através do buraco e você os verá. Mesmo que alguns acreditem, fielmente, que ainda se pode ver as Fadas hoje, esses relatos diminuíram muito do século XVIII pra cá. Uma vez firmemente arraigados na mente dos homens, hoje as Fadas podem estar em declínio. O fato de que as pessoas podem vê-los cada vez menos, faz com que alguns argumentos sobre o desaparecimento das Fadas se fortaleçam.

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Crepúsculo… Quando o véu dos dois mundos se separam!

Se isso tudo for para ser levado como verdade, então pode ser porque as pessoas deixaram de acreditar neles. Nós, como adultos, esquecemos de como usar nossa imaginação de tão variadas formas e podemos ter esquecido de viver nossa ingenuidade infantil. Acho válido dizer que tanto Richard Doyle quanto Willian Allingham tinham uma imaginação abundante e ainda mantinham essa ingenuidade infantil. Talvez eles realmente viram esse mundo das Fadas por um tempo mas isso nós nunca saberemos.

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