Lookinhos mágicos pro Carnaval!

O Carnaval tá chegando!

Eu não sou a pessoa mais carnavalesca do mundo mas confesso que ter a possibilidade de sair por aí fantasiada sem receber julgamentos é extremamente tentador. Tanto é que hoje, 29 de janeiro (lembrando que o carnaval acontecerá em março) eu iniciei a produção da minha fantasia \o/, o que me deixou animada o suficiente pra fazer esse post com inspirações de lookinhos bem mágicos pra você usar e abusar nesse carnavalzão de 2019! kk

SOL & LUA

Lembra da fase unicórnio e sereia? Pois é, em 2019 eles foram substituídos pela duplinha Sol e Lua. Quer apostar quanto que você vai ver 300 meninas com essas fantasia no bloquinho (isso se você não for uma delas né, rs). Mas confesso que a ideia é bem bonitinha e fácil de fazer, o que torna tudo ainda mais atrativo, né?

 

SÓ UMA MAKEZINHA

Eu sou daquelas que o menos é mais, sempre! Se a grana tiver curta ou você estiver na preguiça de ficar caçando fantasia aposte na make! Carnaval = glitter! Taca o glitter na cara de um jeitinho diferenciado que você tá pronta! Olha na galeria, quanta opção amorzinho ❤

 

UM ACESSÓRIO E JÁ TÁ ÓTIMO

Outra ideia tudo.de.bom pra lookinho de carnaval é a famosa tiara customizada. Ela já deu as caras no carnaval de 2018 mas ainda meio tímida, já no carnaval 2019 é o acessório que maaaaaaais vai tá na cabeça do povo (eu mesma vou usar uma :x)!


E aí, te ajudei na inspiração? Me conta nos comentários qual a sua fantasia e quem quiser saber qual é a minha pergunta que eu respondo 😛

Beijos e até mais!

Com amor, Van Gogh (2017)

“Pela arte, onde se tem necessidade de tempo, não seria nada mal viver mais de uma vida” – Vincent Van Gogh

O Oscar 2018 acontecerá no dia 04 de março e um dos fortes concorrentes, na categoria Melhor Filme de Animação é ‘Com amor, Van Gogh’ (Loving Vincent), filme divinamente orquestrado para contar a vida e últimos dias do artista pós-impressionista através de suas próprias obras, o que deixou tudo ainda mais incrível.

SINOPSE
1891. Um ano após o suicídio de Vincent Van Gogh, Armand Roulin (Douglas Booth) encontra uma carta por ele enviada ao irmão Theo, que jamais chegou ao seu destino. Após conversar com o pai, carteiro que era amigo pessoal de Van Gogh, Armand é incentivado a entregar ele mesmo a correspondência. Desta forma, ele parte para a cidade francesa de Arles na esperança de encontrar algum contato com a família do pintor falecido. Lá, inicia uma investigação junto às pessoas que conheceram Van Gogh, no intuito de decifrar se ele realmente se matou.

OPINIÃO
Nossos olhos e nossa mente precisam se adaptar ao formato, no início a sensação é um pouco estranha, afinal a animação é toda feita através de pinturas a óleo (imagine o trabalhão que deu pra produzir?) mas isso passa rápido e o sentimento de “estranheza” é substituído por encantamento, em poucos minutos, já que o resultado, visualmente falando, é deslumbrante. Inspirada pelas mais de 400 pinturas que Van Gogh fez ao longo de oito anos, a animação revisita locais e personagens recorrentes de seu portfolio para construir uma investigação que, além de contar a história do pintor, esmiuça o mistério acerca de sua morte. Teria sido mesmo suicídio ou alguém seria o responsável?

O roteiro te prende de uma forma incrível. Você, logo de cara, se identifica com Armand, responsável por entregar a tal carta de Van Gogh que havia sido esquecida. Aos poucos ele vai conhecendo mais sobre a vida do pintor, seus hábitos e rotinas e acaba criando um laço de aproximação protetor com o falecido, bem comovente.

TRAILER

Com amor, Van Gogh é um filme incrível, diferente, com um ótimo roteiro e uma produção impecável. Indispensável estar na sua lista de filmes para esse final de semana, principalmente se você for um amante da arte, animação e do bom cinema 🙂

Se assistir já sabe, né? Comenta aqui e me diz o que achou!

As ilustrações de Magdalena Korzeniewska

Já tá ficando clichê dizer que estou apaixonada pelas ilustração de ‘tal artista’, né? Mas que que eu posso fazer se cada descoberta me traz esse sentimento de novo, e de novo, e de novo? Aceitem, pois isso se repetiu… haha

Inspirada em fábulas (e pitadas de Game of Thrones <3), a ilustradora polonesa Magdalena Korzeniewska criou uma série de imagens que misturam ficção científica, fantasia e surrealismo, ou seja, tudo que a gente ama em uma coisa só! E ela explica:

“Eu amo a sobreposição entre o belo e o macabro, a pureza e o grotesco, temas sombrios perante a beleza suave e meditativa da natureza.”

Tem como não amar essa pessoa? Eu penso exatamente como ela. Veja abaixo o trabalho inspirador e cuidadosamente caprichado da artista (clique para ampliar):

Os Elfos e as Letras Rúnicas

OS ELFOS

No especial de hoje falarei um pouquinho sobre os Elfos, Os Espíritos Brancos ou Elfos de Luz, de acordo com a mitologia, seres inferiores aos deuses mas também detentores de muitos poderes.

Os Elfos eram descritos como criaturas  extraordinariamente belas, mais brilhantes do que o sol, e que trajavam vestes feitas de tecidos delicados e transparentes. Amavam a luz, eram amigos dos seres humanos e geralmente tinham a aparência de adoráveis crianças loiras. Seu país era conhecido como Altheim e era domínio de Frey, o deus do sol, sob cuja luz eles sempre folgavam.

Os elfos negros (ou da noite) eram criaturas de uma espécie diferente. Eram anões, feios, narigudos e tinham uma coloração escura que lembrava sujeira. Apareciam somente à noite, pois evitavam o sol como se fosse o mais mortal dos inimigos, cujos raios, se caíssem sobre eles, os transformariam imediatamente em pedra. Tinham como linguagem o eco da solidão e, como morada, as cavernas subterrâneas e as covas.

Supunha-se que se tivessem originado das larvas produzidas pelo cadáver em decomposição de Ymir. Mais tarde os deuses lhes teriam concedido forma humana e grande inteligência. Destacavam-se pelo conhecimento dos poderes misteriosos da natureza e pelas letras rúnicas, que esculpiam e explicavam. Eram os mais hábeis artífices entre todos os seres, e trabalhavam com metais e madeira. Entre suas produções mais notáveis, destacavam-se o martelo de Thor e o navio Skidbladnir, que ofereceram a Frey, e que era tão grande que nele caberiam todas as divindades com seus artefatos de guerra e utensílios domésticos, mas construído com tal engenhosidade, que podia ser dobrado e colocado dentro de um bolso.

AS LETRAS RÚNICAS

runasNão se pode viajar pela Dinamarca, Noruega ou Suécia sem deparar com grandes pedras de formatos diferentes, gravadas com as letras chamadas rúnicas, as quais, à primeira vista, parecem diferente de tudo que conhecemos. As letras consistem, quase invariavelmente, em linhas retas, no formato de pequenas varetas dispostas isoladamente ou juntas.

Essas varetas eram usadas em tempos primitivos pelas nações nórdicas com o propósito de prever os acontecimentos futuros. Eram misturadas e, das figuras resultantes, faziam-se as predições.

As letras rúnicas eram de vários tipos. Eram utilizadas principalmente para finalidades mágicas. As malignas, ou, como eram chamadas, as runas amargas, eram empregadas para causar danos aos inimigos, e as letras benignas, para afastar o azar. Algumas tinham finalidades medicinais, outras eram usadas para atrair o amor, e etc. Mais tarde foram frequentemente usadas em inscrições, das quais mais de mil já foram encontradas. A língua, um dialeto do gótico chamado norse, ainda é usada na Islândia. As inscrições podem ser lidas com exatidão, mas até agora poucas foram encontradas capazes de trazer um mínimo de esclarecimento de valor histórico. São, em sua maioria, epitáfios gravados em túmulos.

A ode de Gray ‘Descida de Odin’ contém uma alusão ao uso das letras rúnicas para encantamentos:

Imaginando o clima do norte,
Três vezes traçou a rima rúnica,
Três vezes pronunciou, com voz medonha,
Os versos arrepiantes que despertam os mortos
Até que, do solo cavernoso,
Ecoou lentamente um som macabro.

Fonte: O livro da Mitologia, Thomas Bulfinch

Porque vale a pena assistir TinkerBell ?

Infelizmente conteúdo “adulto” sobre contos de fadas são um tanto quanto escassos e nós, amantes do assunto, sabemos bem disso. Acabamos sendo obrigados a apelar para as produções infantis e, muitas vezes, nos surpreendemos, o que é bom, né?

A muuuito tempo atrás resolvi assistir aos filmes de animação da Tinkerbell, produzidos pelos estúdios Disney e pasmem, eu adorei!
Tinkerbell, para quem não sabe é a fadinha presente na história de Peter Pan e que, atualmente, ganhou seu momento protagonista com várias animações, sendo as mais conhecidas: “Tinkerbell e Uma Aventura no Mundo das Fadas” (2008); “Tinkerbell e o Tesouro Perdido” (2009) e “Tinkerbell e o Resgate da Fada” (2010), sendo este o meu preferido.

Os filmes tem uma pegada cheia de inocência e pureza mas sem se tornar infantil demais, sabe? Digamos que seja a medida certa entre “como um filme sobre fadas deveria ser” sem se tornar medíocre. Vale ressaltar que você precisa, no mínimo, gostar de animações, né? (quem não gosta de animação deve ser uma pessoa muita chata! Desculpa rs)

Vou focar o post no terceiro filme da série “Tinkerbell e o Resgate da Fada” pois, de todos, acredito que seja o que mais vale a pena ser assistido.

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Tinkerbell, que agora acompanha as fadas da natureza até o continente nas mudanças das estações está super ansiosa com a chegada do verão, já que nesta data todas as fadas acampam no continente (como elas chamam o mundo dos humanos). A Tinke é super curiosa e atrevida, o que acaba causando algumas confusões no decorrer dos filmes. Neste filme em especial o acampamento onde ela está com o resto das fadas (que fica dentro do tronco de uma árvore oca) é ao lado da casa de campo de uma garotinha chamada Lizzy, uma menina sonhadora, doce e que acredita fielmente nas fadas, ao contrário de seu pai, com quem mora, um homem bom porém um pesquisador que só tem tempo para  o trabalho e desmotiva a filha a se interessar por essas “bobeiras de fada”. Tinkerbell fica cada vez mais curiosa para saber como os humanos vivem e como eles são e, descumprindo todas as regras e avisos das companheiras, afinal, uma fada jamais poderia ser vista por um humano, ela chega cada vez mais perto da casa de campo de Lizzy, até que um dia, Tinke vê uma casinha linda de fadas montada no jardim da menina e resolve bisbilhotar, voilá, a armadilha de fadas da Lizzy funciona e Tinkerbell está presa, fazendo com que agora todas as suas amigas fadas façam de tudo para resgata-la.

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Tinkerbell e a menina Lizzy, que sempre se sentiu muito solitária pelo desinteresse do pai em seus assuntos, acabam firmando uma amizade deliciosa de se ver. E a fadinha, como uma boa fada deve fazer, ajuda a menina a reencontrar a atenção do pai para ela.

O filme vale a pena ser visto pois possui um enredo que toda garota já quis que fosse seu um dia, encontrar uma fada no jardim de casa. É muito interessante e divertido ver como as duas lidam uma com a outra após esse primeiro encontro. Algo legal é que a menina não entende o que a Tinkerbell fala já que ela apenas emite um som que se assemelha ao barulho de um sino (daí seu nome, não?), fazendo com que esses dois seres tão diferentes encontrem uma forma alternativa para se comunicar.

O final é doce, emocionante e nos deixa com aquela sensação de dever cumprido, sabe? É um filme que, com certeza vale a pena ser assistido. Prometem que vão ver e depois me contar o que acharam? 🙂

Beijos e até o próximo post!

Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, Editora Martin Claret

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“…Atentas, então, silenciosas
Ouvem, com delícia,
As aventuras maravilhosas
Da menina fictícia
Que fala com bichos ou rosas,
Dando trela à notícia.

E quando, da imaginação,
Chegava o poço ao fim,
Pressentindo minha intenção
De protelar o festim,
“Agora mais, mais tarde não!”
Brandavam, para mim…”

Volto eu, com mais uma resenha de ‘Alice‘. Como vocês sabem eu faço coleção de livros da obra de Lewis Carroll por isso sempre aparecem edições diferentes por aqui, ok?

O livro de hoje é da editora Martin Claret por quem mantenho um enorme apreço ❤ graças a qualidade e beleza de seus exemplares. Qualquer leitor sabe reconhecer editoras que produzem e editoras que criam.

O livro foi um verdadeiro achado. Em meio ao caos organizado da Livraria Saraiva eis que surge ele: ali, sozinho, pedindo um lar! Em um primeiro momento não notei que se tratava de mais uma edição de Alice, confesso. Fui totalmente atraída pela capa e quando li o título, grudei ele no meu peito pra ninguém tirar de mim! (Só faltou começar a dizer: “My Precious” pra fechar a cena)

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O livro é tão legal e bem pensado que possuí duas capas. A azul para Alice no País das Maravilhas e laranja para Alice através do espelho. A edição é super colorida! As ilustrações – há pelo menos 1 para cada inicio de capítulo – foram feitas pelo ilustrador e publicitário Sérgio Magno. 

Espero que vocês tenham notado que uma das capas sempre fica de ponta-cabeça (ou de cabeça pra baixo) dependendo da história que estiver lendo, o mesmo acontece com o interior do livro, para poder ler a próxima história você precisa virar o livro ao contrário e começar pela outra capa. Demais!

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Outro ponto extra dessa edição fica por conta da “divisória” entre as duas histórias. Uma folha que se estende (tipo aqueles mini pôster que vinham nas revistas, sabe?) e dentro há a ilustração correspondente a cada capítulo junto com um trecho marcante do capítulo, também. Para aqueles que, como eu, adoram caçar as frases memoráveis dos livros, essa funcionalidade acaba sendo um agradinho, me senti mimada, rs.

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Meu gatinho de Cheshire – vulgo Lord – não me deixava tirar as fotos de jeito nenhum, haha. Juro que não fui eu que coloquei ele ali… Tal mãe, tal filho, né?! A tradução, feita por Pepita de Leão é super tranquila, a leitura flui que é uma delícia e você mal vê o tempo passar (quer coisa mais “Alice” do que não ver o tempo passar; não saber mais qual é o seu real tamanho ou a longitude e latitude em que você está? haha)

Os pontos fortes? O livro é bem moderno, falo de diagramação e do aspecto artístico da edição. Não possuí Sinopses ou informações “desnecessárias” que, em certos momentos, só servem pra poluir uma edição bem feita, afinal, quem, com mais de 10 anos de idade precisa ler a sinopse de um clássico como Alice, hoje em dia? Todos já estão cansados – no bom sentido – de conhecer a história. Por isso que eu evito falar sobre a história propriamente dita em minhas resenhas, quando se trata de Alice, ficaria repetitivo demais, não acham?

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Para os fãs – e não fãs, principalmente – de Alice no País das Maravilhas, fica a minha recomendação! Espero que gostem 😉