Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, Editora Martin Claret

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“…Atentas, então, silenciosas
Ouvem, com delícia,
As aventuras maravilhosas
Da menina fictícia
Que fala com bichos ou rosas,
Dando trela à notícia.

E quando, da imaginação,
Chegava o poço ao fim,
Pressentindo minha intenção
De protelar o festim,
“Agora mais, mais tarde não!”
Brandavam, para mim…”

Volto eu, com mais uma resenha de ‘Alice‘. Como vocês sabem eu faço coleção de livros da obra de Lewis Carroll por isso sempre aparecem edições diferentes por aqui, ok?

O livro de hoje é da editora Martin Claret por quem mantenho um enorme apreço ❤ graças a qualidade e beleza de seus exemplares. Qualquer leitor sabe reconhecer editoras que produzem e editoras que criam.

O livro foi um verdadeiro achado. Em meio ao caos organizado da Livraria Saraiva eis que surge ele: ali, sozinho, pedindo um lar! Em um primeiro momento não notei que se tratava de mais uma edição de Alice, confesso. Fui totalmente atraída pela capa e quando li o título, grudei ele no meu peito pra ninguém tirar de mim! (Só faltou começar a dizer: “My Precious” pra fechar a cena)

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O livro é tão legal e bem pensado que possuí duas capas. A azul para Alice no País das Maravilhas e laranja para Alice através do espelho. A edição é super colorida! As ilustrações – há pelo menos 1 para cada inicio de capítulo – foram feitas pelo ilustrador e publicitário Sérgio Magno. 

Espero que vocês tenham notado que uma das capas sempre fica de ponta-cabeça (ou de cabeça pra baixo) dependendo da história que estiver lendo, o mesmo acontece com o interior do livro, para poder ler a próxima história você precisa virar o livro ao contrário e começar pela outra capa. Demais!

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Outro ponto extra dessa edição fica por conta da “divisória” entre as duas histórias. Uma folha que se estende (tipo aqueles mini pôster que vinham nas revistas, sabe?) e dentro há a ilustração correspondente a cada capítulo junto com um trecho marcante do capítulo, também. Para aqueles que, como eu, adoram caçar as frases memoráveis dos livros, essa funcionalidade acaba sendo um agradinho, me senti mimada, rs.

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Meu gatinho de Cheshire – vulgo Lord – não me deixava tirar as fotos de jeito nenhum, haha. Juro que não fui eu que coloquei ele ali… Tal mãe, tal filho, né?! A tradução, feita por Pepita de Leão é super tranquila, a leitura flui que é uma delícia e você mal vê o tempo passar (quer coisa mais “Alice” do que não ver o tempo passar; não saber mais qual é o seu real tamanho ou a longitude e latitude em que você está? haha)

Os pontos fortes? O livro é bem moderno, falo de diagramação e do aspecto artístico da edição. Não possuí Sinopses ou informações “desnecessárias” que, em certos momentos, só servem pra poluir uma edição bem feita, afinal, quem, com mais de 10 anos de idade precisa ler a sinopse de um clássico como Alice, hoje em dia? Todos já estão cansados – no bom sentido – de conhecer a história. Por isso que eu evito falar sobre a história propriamente dita em minhas resenhas, quando se trata de Alice, ficaria repetitivo demais, não acham?

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Para os fãs – e não fãs, principalmente – de Alice no País das Maravilhas, fica a minha recomendação! Espero que gostem 😉

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WishList Literária #1

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Booooa tarde pessoal, senti uma necessidade tremenda de dividir com vocês meus desejos literários para os próximos dias, já que não posso comprar tudo que quero então vou compartilhar tudo o que posso, haha

A ideia é: sempre que eu coletar, conhecer, descobrir e desejar uma certa quantidade de livros, vou compartilha-los aqui com vocês pois desejo multiplicado se torna mais forte e, quem sabe assim eles caiam do céu ou vocês me dão de presente, né?

Exceções a parte, essa Wish List trás algumas releituras de Contos de Fadas que acabaram me interessando demais em conhece-las. Vamos ver?

1. O Lado Mais Sombrio – A. G. Howard, Editora Novo Conceito
o-lado-mais-sombrio_1.jpg.1000x1353_q85_cropO livro é uma releitura ~mais sombria~ de Alice no País das Maravilhas e, é claro que não poderia deixar de estar nessa lista, né? Todos conhecem meu apego com esse romance.
Alyssa Gardner, personagem principal do livro, é tataraneta de Alice Lydell que é a ‘Alice original’, ou seja, a garotinha que inspirou Lewis Carroll na criação de ‘Alice no País das Maravilhas’. A menina, por sua vez, sofre com “alucinações”, ouvindo os pensamentos das plantas e dos animais e tem certeza de que acabará sua vida sendo internada em um sanatório, assim como sua mãe. Pra resumir, a história gira em torno da ida da menina até o País das Maravilhas pela mesma toca de coelho por onde passou a personagem de Lewis Carroll, na intenção de corrigir problemas não resolvidos graças a ida da então “Alice original” anos antes.

O livro me interessou, em um primeiro momento por se tratar de uma releitura de um dos contos mais interessantes e utópicos dos últimos tempos e, claro, por ser um dos meus preferidos mas, após ler a sinopse e algumas resenhas acabei me interessando verdadeiramente pela história. Pela primeira vez usam Alice Lydell, a pessoa real, como personagem de um livro – mesmo que apenas como uma memória – e isso é muito legal. Além disso, pelas resenhas que li as aventuras da menina fazem jus ao título ‘O lado mais sombrio‘. Estou super hiper curiosa e interessada!

2. A Rainha de Copas – Coleen Oakes, Universo dos Livros
rainha de copaO título já sugere mas vale a pena dizer, o livro conta a história inversa, ou seja, a história do vilão, contrariando os padrões, o que é muito bem-vindo no meu ponto de vista. Dinah é uma princesa e vive entediada em seu palácio no País das Maravilhas, mesmo país que irá governar quando se tornar a Rainha de Copas. Seus dias ganham um pouquinho de cor quando é visitada pelo amor de sua vida, o futuro cavaleiro de copas.
Uma sequência de eventos sangrentos sugere que algo de errado está acontecendo nos extravagantes salões do palácio e cabe a ela, pouco tempo antes de sua coroação, desvendar tais mistérios, para não acabar perdendo sua cabeça para um inimigo misterioso e sem rosto.

Ainda seguindo a linha ‘País das Maravilhas’ o livro me chamou atenção por manter o foco na história por trás de uma das personagens mais marcantes da literatura, a Rainha de Copas. Personagens conhecidos como o Gato de Cheshire, o Coelho Branco e o Chapeleiro Maluco fazem parte da narrativa, o que torna tudo muito mais intrigante e curioso.

3. Saga Encantadas – Sarah Pinborough, Editora Gente
Arquivo_fechado_CURVAS_finalUsei a foto do volume 1, Veneno, para ilustrar a Saga Encantadas da autora Sarah Pinborough. A coleção conta com três unidades, cada uma destinada a um Conto específico sendo elas: Veneno (Brande de Neve); Feitiço (Cinderella) e Poder (A Bela Adormecida).

A saga me interessou muito após ter lido em alguns lugares que os personagens são descritos com características de pessoas comuns, ou seja, como nós. A princesa não é perfeita, na verdade é bem chatinha e mimada; a Madrasta tem lá seus motivos para ser tão ruim assim; os príncipes não são nada encantados; e reinos distantes também tem problemas reais. Adoro essas releituras que trazem os contos para a realidade da vida moderna. Fiquei bem curiosa, e você?

4. Contos de Fadas, Editora Zahar
Preciso dizer que o livro trás uma coletânea de Contos de Fadas? O título está um tanto quanto óbvio, né? A Zahar, capamesma editora da edição Bolso de Luxo de ‘Alíce no País das Maravilhas’ e outras, nos presenteou com clássicos da literatura, como: Jeanne-Marie Leprince de Beaumont, Irmãos Grimm, Charles Perrault, Joseph Jacobs e Hans Christian Andersen em um livro só ❤

Meu interesse no livro, além de estar super curiosa pra saber e ler quais contos a Zahar selecionou de cada autor, claro, é também de colecionadora. A edição é linda e, conhecendo a qualidade da Zahar deve ser muito bem feita. Ter livros como esse na estante nunca é demais.

5. Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos – Irmãos Grimm, Editora Cosac Naify
ContosMaravilhososEDomesticosPara tudo que de toda essa lista o troféu ‘Desejo pra Vida‘ fica com essa edição da Cosac Naify, mesma editora da edição de ‘Alice no País das Maravilhas’ ilustrado por Luiz Zerbini. A Cosac Naify é uma das minhas editoras favoritas, quando se trata de edições colecionáveis.

O livro possuí a versão original das 156 histórias, nunca antes reunidas em português, diretamente traduzidas do alemão. A coletânea, dividida em dois tomos como a original (publicados em 1812 e 1815), conta com tradução da especialista Christine Röhrig e ilustrações do gravurista pernambucano J. Borges. A Cosac Naify manteve os prefácios escritos pelos Grimm e algumas notas de cunho histórico.

Os livros vem envoltos com uma capinha lindíssima (foto) e são, individualmente, maravilhosamente trabalhados, artisticamente falando. Estou até com uma certa raivinha por ainda não tê-lo ): haha

6. A Formação de Uma Marquesa – Frances Dogson Burnett, Editora Pedra Azul
A formação de uma marquesaDa mesma autora de ‘A Princesinha’ e ‘Jardim Secreto’, editora Pedra Azul lança ‘A Formação de uma Marquesa’, romance de época que ainda está em processo de tradução mas logo estará disponível no site da editora. O único que foge do tema ‘Contos de Fadas’, nessa Wish List, mas ainda assim merece seu interesse.

Escrito em 1901, o livro conta a história de Emily Fox-Seton. Uma mulher de boa família, ainda solteira e sem opções matrimoniais. Já em seus 34 anos, tem que trabalhar para se manter e o faz realizando entregas para senhoras da alta sociedade. Uma dessas ricas mulheres a convida para sua casa de campo, onde ela se conhecerá o marquês de Walderhurst, um dos melhores partidos do momento, que se interessará por Emily e a abrirá as portas de uma vida cheia de comodidades, mas também repleta de perigos.

7. A Psicanálise dos Contos de Fadas – Bruno Bettelhem, Editora Paz & Terra
download (1)Em A psicanálise dos contos de fadas, Bruno Bettelheim faz uma radiografia das mais famosas histórias para crianças, apontando o seu verdadeiro significado, mostrando os processos psicológicos que ocorrem no cérebro da criança ao se deparar com os contos de fadas e o quão necessárias são essas histórias para o seu desenvolvimento psicológico e social.
Os contos de fadas, considerados por muitos pais e educadores como irreais, falsos e recheados de crueldade são, para as crianças, algo que lhes fala, em linguagem acessível, sobre um mundo que tem significado. Depois que a psicanálise desmitificou a “inocência” e a “simplicidade” do mundo da criança, os contos de fadas voltaram a ser lidos (e discutidos), justamente por descreverem um mundo pleno de experiências, de amor, mas também de destruição, de selvageria e de ambivalências.
A psicanálise dos contos de fadas é uma obra de referência para as ciências psicológicas, que estudam o desenvolvimento infantil, para a pedagogia, para as artes e para as literaturas.

Apesar de não estudar psicologia me interessei pelo livro pois falo sobre o assunto por aqui, né? E conteúdo extra nunca é demais.

8. Desventuras em Série – Lemony Snicket, Editora Cia. das Letras
desventurar em sérieConfesso que este foi um daqueles casos em que se assiste ao filme e através dele se tem acesso ao livro, sabe? Não sei qual a melhor ordem para conhecer as histórias mas as vezes não temos culpa do que vem primeiro até nós, rs.

A coleção possuí 13 livros e por ter gostado muito do filme me interessei em conhecer a história original, também. A série narra as aventuras de três crianças – os órfãos Baudelaire – após a morte de seus pais em um incêndio. A série é repleta de alusões literárias e culturais.

Depois que eu descobri que o filme se baseou apenas nos três primeiros livros, ou seja, tem mais 10 livros cheios de histórias até então desconhecidas por mim, fiquei louca pra ler a coleção inteira. Você não?

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O que vocês acharam da primeira WishList ? Gostaram? Já conheciam algum? Ficaram com vontade de ler também? Me conta nos comentários ;D

Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, editora Zahar

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Obras-primas de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho há mais de um século encantam crianças e adultos. Instigante, divertida, inusitada, profunda, a saga de Alice é inesgotavelmente interpretada, parodiada, filmada, citada… e, claro, lida.

Esta charmosa edição de bolso contendo os dois clássicos, inédita no mercado brasileiro, traz os textos na íntegra e mais de 40 ilustrações originais de John Tenniel, Imperdível!

Seguindo o padrão do post anterior, o livro de hoje é a edição bolso de luxo, da editora Zahar, ‘Aventuras de Alice no País das Maravilhas’ e ‘Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá’, de Lewis Carroll. A edição é muito charmosa. Traduzida por Maria Luiza X. de A. Borges, ganhou o prêmio jabuti nesta categoria.

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A publicação vem recheada de ilustrações feitas por John Tenniel (1820) que ganhou sua fama, justamente, graças à Alice no País das Maravilhas. A edição honra sua posição bolso de luxo, como dá pra ver na foto a cima ela é toda detalhada e bem trabalhada. As cores também são um charme a parte, o amarelo contrasta lindamente com o azul do vestido de Alice na capa dura do livro.

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Alice no País das maravilhas’ foi escrito por Lewis Carroll em 1865 e devido à seu grande sucesso Carroll criou a sequencia ‘Alice Através do Espelho‘ em 1872. Nem todo mundo sabe mas, nos clássicos filmes de Alice, geralmente, há uma mistura das duas história, mas a forma como fora gravado deixa isso implícito, dessa forma, só se é possível conhecer as duas narrativas, com perfeição, através da leitura.

A edição bolso de luxo da editora Zahar é uma ótima pedida, além de linda e muito bem feita, tem um preço bem acessível e já vem com as duas histórias em uma publicação só! 🙂 O que acharam?

Fairyland, Pictures from the Elf World por Richard Doyle

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Fairyland, pictures from the elf world

Geralmente posto sobre os livros somente na página do blog, mas hoje resolvi fazer diferente e pretendo manter assim posteriormente, sempre que tiver algum livro interessante para mostrar. Neste post de inauguração trago este livro de um verde musgo nostálgico, cujas bordas das folhas são douradas bem como o belo título gravado, que diz ‘Fairyland, Pictures from the Elf World’ de Richard Doyle.

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Páginas com bordas douradas

Olhando o interior do livro a gente se encanta com as ilustrações ricas em detalhes, realismo e cores que acompanham os poemas de Allingham. Até então eu ainda não havia me atentado a importância do nome Richard Doyle para a ilustração na era Vitoriana.

Doyle começou a ter sucesso comercial com suas ilustrações em 1830, mas foi em 1840 que ele, realmente, fez seu nome como ilustrador de Contos de Fadas. Ele ilustrou uma série de livros de histórias durante as décadas de 1840 e 1850. Um de seus trabalhos mais conhecidos é ‘Ruskins – The King of The Golden River’ (1850). Doyle não ficou apenas com os livros, também trabalhou na revista ‘Punch’. Foi o responsável pela ilustração de capa da primeira edição da revista e também criou a arte do mastro, que permaneceu inalterada por mais de um século.

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Gravura da página de título

No que diz respeito a seu trabalho criativo, Doyle encontrou-se no lugar certo, na hora certa, e foi abençoado com uma aptidão para retratar visualmente fantasia e contos populares. Na época ele teve uma visão que lhe permitiu, talvez, enxergar as coisas como uma criança veria, o que foi inigualável. Sua obra-prima é, indubitavelmente, ‘Fairyland, Pictures from the Elf World’. No livro ele incluiu um poema de Willian Allingham, impresso por Edmund Evans e publicado pela Longman em tempo para o natal de 1869, (datado de 1870)

O livro tem 16 placas de cor e 36 ilustrações nas páginas de título e, aparentemente, Doyle teve livre arbítrio para criar. Isso mostra que as ilustrações são cheias de romantismo e condizentes com o poema de Allingham. Ele foi escolhido como um dos melhores exemplo de livros da Era Vitoriana.

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Um ensaio em Fairyland. Um duende musical ensinando jovens pássaros a cantar

Então sobre as Fadas – O que são Fadas e Duendes? Há muitas interpretações de Fadas e Elfos, mas o consenso geral de opinião é que eles são muito pequenos de corpos semelhantes ao de humanos e são criaturas aladas. Eles tem vidas extremamente longas e dizem que eles possuem poderes mágicos. Elfos são frequentemente citados como sendo criaturas cautelosas, Fadas, por outro lado são famosas por sua natureza perversa. As duas imagens, de Doyle, abaixo, parecem desmentir esses fatos. O pequeno Elfo vermelho, na tentativa de subir no ninho do pássaro, faz um olhar ligeiramente diabólico, enquanto o grupo, em repouso sob o tamborete, parece ser bem angelical.

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Elfos travessos e em repouso

Elfos são originais de histórias pagãs e aparecem em muitas das histórias da Mitologia Celta. Elfos são uma antiga raça de criaturas mágicas, com corpos magros, longos e orelhas pontudas. As Fadas, dizem ser suas descendentes. Os Elfos eram muito ligados a terra e a natureza e as Fadas acabaram assumindo seu papel nessa tradição. As Fadas vivem na natureza e são representações do ar, terra, água, fogo e espírito das árvores.

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Elfos Travessos em Fairyland

Novamente, na imagem a cima, o retrato dos Duendes de Doyle e Allingham é diferente da ideia original que foi proferida. Seus Elfos ainda são fiéis às representações físicas da criatura, eles são magros, ágeis, com as pontas das orelhas pontiagudas, mas eles são brincalhões e travessos também. Eles são retratados como se estar perto da natureza o fizesse se divertir com ela.  Uma relação de reciprocidade em que os animais de pequeno porte se divertem pregando peças nos próprios Elfos.

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Elfos em Fairyland

Algumas páginas do livro possuem uma coleção de imagens sobre eles. A imagem a cima mostra quatro pontos de vista muito pitoresco da vida “élfica” e no canto superior esquerdo da página temos o vislumbre de uma Fada.

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Gravuras elegantes

Muitas das apresentações são acompanhadas por curtas passagens, maravilhosas, que descrevem as imagens coloridas. Muitas vezes essas passagens são digitadas como uma carta com o corpo do texto correndo, ligeiramente, ao redor de cada gravura. Cada imagem engloba tanta imaginação e detalhe que algo novo pode ser visto pelo leitor a cada viagem através do livro.

Então como podemos ver essas criaturas em torno de nós? Diz-se que os mortais não podem, muitas vezes, ver as Fadas por causa da divisão dos mundos, mas, de vez em quando, podemos obter um vislumbre deles, que dizem acontecer, muitas vezes, durante o crepúsculo, quando o véu dos mundos, brevemente, se separa. Você poderia tentar escolher um trevo de quatro folhas e deitar-se calmamente sobre a grama enquanto procura com atenção. Ou tentar encontrar uma pedra com um buraco natural, basta olhar através do buraco e você os verá. Mesmo que alguns acreditem, fielmente, que ainda se pode ver as Fadas hoje, esses relatos diminuíram muito do século XVIII pra cá. Uma vez firmemente arraigados na mente dos homens, hoje as Fadas podem estar em declínio. O fato de que as pessoas podem vê-los cada vez menos, faz com que alguns argumentos sobre o desaparecimento das Fadas se fortaleçam.

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Crepúsculo… Quando o véu dos dois mundos se separam!

Se isso tudo for para ser levado como verdade, então pode ser porque as pessoas deixaram de acreditar neles. Nós, como adultos, esquecemos de como usar nossa imaginação de tão variadas formas e podemos ter esquecido de viver nossa ingenuidade infantil. Acho válido dizer que tanto Richard Doyle quanto Willian Allingham tinham uma imaginação abundante e ainda mantinham essa ingenuidade infantil. Talvez eles realmente viram esse mundo das Fadas por um tempo mas isso nós nunca saberemos.

Alice no País das Maravilhas por Luiz Zerbini

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Ontem postei uma ilustração de Alice na página do blog e um dos leitores (Alexandre) sugeriu que fizéssemos uma postagem sobre o trabalho de Luiz Zerbini para o livro de ‘Alice no País das Maravilhas’ da editora Cosac Naif com tradução de Nicolau Sevcenko. Foi aí que me dei conta de que eu tenho este livro, mas nunca havia mostrado ele aqui pra vocês! rs Doida.

Hoje tirei vááárias fotos pra mostrar para vocês não só o livro mas, principalmente, as ilustrações que esse artista plástico incrível levou 3 anos para concluir!

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Logo que abrimos o livro já damos de cara com um dos trabalhos de Luiz. (ignorem as patinhas ali atrás rs)

CAPÍTULOS E TRIDIMENSIONALIDADE

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Simplesmente amo como a tridimensionalidade das gravuras interagem com o a gente ❤ (não dá vontade de entrar por essa porta?)

CORES

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FINAL

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O Final conta com o Posfácil; Sobre os autores e a Bibliografia.

Para Entender melhor como as imagens foram feitas e saber um pouco mais sobre a vida de Luiz Zerbini assista ao vídeo abaixo e divirta-se 😉

Gostaram? Quer esta Alice aqui de baixo pra você? Encomende AQUI!

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Livro Contos dos Irmãos Grimm

Como prometido, cá estou eu trazendo alguns detalhes sobre o livro ‘Contos dos Irmãos Grimm‘!

O livro foi produzido pela editora Rocco e contém 53 contos originais dos Grimm, selecionados pela Dra. Clarissa Pinkola Estés.
Outro adendo bacana é que o livro possui um prefácio bem extenso, também feito pela Dra. Clarissa entitulado ‘A Terapia dos Contos’ que fala sobre alguns temas interessantes como: A influência dos contos de fadas em nossas vidas, o preconceito ao redor deles, a moral que os contos nos trazem e etc..

O livro é cheio de ilustrações – a capa é do conto ‘O Príncipe Sapo’ – feitas por Arthur Rackhan principal responsável pela concepção dos contos de fadas tal como os conhecemos hoje.

O livro possuí 310 páginas e os contos variam, desde os mais conhecidos como: Branca de Neve, Rapunzel, A gata Borralheira e A bela Adormecida. Até os menos conhecidos, porém interessantes da mesma forma.

Dá pra comprar no site da Livraria Cultura, por R$ 48,00!

 

O Paraíso Barnes & Noble

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Um dos álbuns da nossa página no facebook é o ‘Literatura/Livros‘ dedicado, é claro, a obras literárias e bem feitas que tenham ligação com o tema que a gente aborda.
Uns dos livros que mais tem aparecido por lá – e também os mais bem feitos e bonitos visualmente – são da Livraria Barnes & Noble.

A livraria foi fundada em 1886 sob o nome de ‘Arthur Hinds & Company’.
Gilbert Clifford Noble, que havia acabado de se formar em Harvard foi contratado para trabalhar lá como balconista. Oito anos depois em 1894, Noble se tornou sócio de Arthur Hinds e o nome da livraria passou a ser  ‘Hinds & Noble’. Mas, como se não bastassem já duas mudanças, em 1917 Barnes comprou a parte de Hinds e aceitou como sócio, o filho de seu amigo Charles, Willian Barnes.
E dessa forma, cheia de mudanças, eis que surge a livraria mais cobiçada do mundo ‘Barnes & Noble’, sede localizada hoje em Nova York.

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Livros colecionáveis Barnes & Noble

Os mais procurados, e que correspondem a cara da marca, são os colecionáveis (foto a cima), produzidos pela própria livraria. São livros de capa dura, com uma arte incrível e compostos por clássicos da literatura, desde Alice no País das Maravilhas até as obras de Jane Austen.
O lado negativo? Não existe! O preço é suuuuper em conta (caso você compre na própria livraria e pague em dólares).
Triste é que são todos em inglês, não existem em português então, caso você não entenda inglês, está ai um bom motivo para começar a praticar 😉

O site da Livraria Cultura faz a importação, caso você não tenha como ir até outro país comprar o seu livro. Mas o preço chega a ser bem salgadinho para determinadas obras.

Maaaas, nada está perdido! Se você não tem como viajar ou não quer gastar muita grana na Cultura, basta esperar um pouquinho… A Barnes & Noble está vindo para o Brasil! êêêêê!!! (Fonte: Revista Veja/Site Abril)

Para conhecer mais sobre a livraria e mais detalhes sobre as obras colecionáveis, clique aqui!